Desato o ponto, desponto um fato:

Cismo. Engendro o que há de vir,

Vou sóbrio e sobre o cimo, pondero o que advirá.

Desabo por um momento, desato em resignação.

Dá-se o cisma. Valho-me do ensejo

Pelo desejo do ócio.

Não posso. Reergo-me indócil,

Recomeço o processo:

Reflito-me ao espelho. Meu reflexo

Desvencilha-se afoito.

Desacato-o opondo-me ao ato,

Encilho-o, cada raio luminoso que o compõe,

Num plexo. Encaro-o nos olhos.

Ele revida perplexo. Não é meu.

Deixo-o então.

Aflito, emparelho-me ao espelho:

Reverbero-me em transparência.

Desponto na senda agora,

Vôo sóbrio, compondo-a.



2 Responses to “Versos Perdidos: “Planeamento””  

  1. 1 Tainah

    Gosto mais daqui, digo de novo! E não por ser mais pessoal, como deduzira, mas por poder formular uma história na cabeça. Isso não convém a essa poema, né.

    Um jogo de palavras, sem começo sem fim, um ligado ao outro.
    Gostei, beesha mia!

    E espelhos são um problema… Sempre foram.

    Beijo grande!
    Amo você, bunda mole (e obesa qqq)!

  2. 2 Carla

    amei negão, já tinha lido esse, mas muito bom.

    o último fiquei com preguiça, é muito longo.
    hauahauhauahauhaua

    te amooo.


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