Da Pedra (Longe)

26Set11
Teus braços de ave brancos e a terra eriçada,
A noite obcônica, quase hierática, como uma carne,
Por sobre o vento e os ângulos dele,
A noite dentro no peixe,
Extorquir o brilhante do peso,
Esfalfar-se na violência de uma paixão
Qualquer, e então uma paz de animálculo.
Ouve, mulher, o que eu te beijo:
Uma criança e um sangue,
O cio nos olhos dos símios,
A maciez de um desassossego por sobre
Os liquens dos nossos nomes.
 
Esfalfar-se na violência de uma paixão
Qualquer:
Quero uma paz de animálculo,
O carinho da terra.
 
O trigo por debaixo das pálpebras,
O nó grosso da geografia negaceando;
O cio opalino do regresso.
 
E a prenhez da pedra.

 



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